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Profissões e empregos na UTI

17 de Junho de 2017 - 05h00 0 comentário(s) Corrigir A + A -

Por Sergio Cruz Lima

Estudos atualizados alertam: cerca de 40% das profissões hoje conhecidas podem evaporar em poucos anos. Isso, dizem técnicos gabaritados, seria o resultado dos avanços da tecnologia, particularmente na automação, robótica e inteligência artificial. A inquietação consta na agenda da União Europeia - cujos países-membros são hoje ocupados por milhares de imigrantes -, face à possibilidade de um índice mais elevado de desemprego nas próximas décadas. 

Certamente, é impossível identificar-se agora quantas e quais profissões serão extintas. Isso seria mero exercício de futurologia! Todavia, pode-se cogitar em estar suficientemente aparelhado para arrostar mudanças que, por óbvio, ocorrerão não somente nos Estados Unidos, hoje nas mãos inquietantes do presidente Trump, e nos países que integram a União Europeia, mas também nas nações em desenvolvimento, como é o caso do Brasil e da Índia, em particular, sem mencionar os demais países do globo terráqueo. O modo mais significativo de acautelamento da juventude é o de conectar-se ao que sucede no mundo relativo à sua carreira profissional. Conhecimento cada vez mais especializado da área tecnológica, dos softwares e aplicativos pode colaborar ou intervir na efetivação de seu labor e na garantia de seu posto de trabalho.

Sem proselitismo, é imaginável que os cirurgiões que atenderão nossos descendentes sejam controladores de robôs, os quais realizem diagnósticos e cirurgias. Isso pode parecer coisa de Hollywood!. Mas não é. A função do médico, possivelmente, será apenas a de analisar os dados e guiar os trabalhos na busca de resultados satisfatórios. Desta forma, assim será em outras áreas profissionais. Nessa dimensão, um médico estranho à informática perderá parcela significativa de suas funções, além da atividade de seu atendimento a pacientes.

Quais seriam, então, pergunto, as profissões do amanhã? De uma banda, como escrevi e acredito, as profissões que estejam familiarmente imbricadas com a automação, tecnologia da informação e robótica; de outra, sem dúvida, aquelas que possam fomentar de modo especializado o ajustamento dos serviços ofertados pelas máquinas com as demandas geradas pela sociedade. Mas nada, absolutamente nada, substituirá o ser humano, sua consciência e sua capacidade de entendimento. Ao contrário, é impensável!

Todavia, por certo, a intimidade com a inteligência artificial fará com que os produtos alcançados sejam mais satisfatórios em cada profissão exercida pelo homem.

 


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