Editorial

R$ 50 milhões para as startups

27 de Junho de 2017 - 05h00 0 comentário(s) Corrigir A + A -

Para muitos, elas são o futuro, resposta às crises econômicas que vão e vêm. Inovadoras e rápidas ao que pede o mercado, como uma ponte entre o passado e o futuro. As startups atraem cada vez mais o olhar das pessoas e, principalmente, dos governos - municípios, estados e país.

Esse interesse, aliás, ganhou um novo impulso ontem, no lançamento pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), em São Paulo, do programa que irá disponibilizar R$ 50 milhões para alavancar startups - ideia inicial de negócio que pode gerar lucro - no país. Serão selecionadas 50 propostas e cada uma receberá até R$ 1 milhão em recursos. O edital será publicado hoje no Diário Oficial da União.

A ideia, entretanto, tende a crescer no futuro. Marcos Cintra Cavalcanti de Albuquerque, presidente da Finep, informou que o projeto poderá chegar a até R$ 500 milhões.

A ajuda financeira às boas ideias chega no momento, segundo o presidente da Financiadora, em que essas empresas se encontram no chamado "vale da morte", quando já desenvolveram a base científica do projeto, mas encontram dificuldade de ingressar no mercado.

A Associação Brasil de Startups (Abstartups) lembra que apenas uma em cada quatro sobrevive aos cinco primeiros anos, mas cada uma que sobrevive tem um impacto gigantesco.

Para aderir à iniciativa da Finep será preciso já ter o projeto desenvolvido, com protótipo. Outras exigências são, no mínimo, seis meses de CNPJ, receita bruta de até R$ 3,6 milhões e tecnologia inovadora. É preciso também estar relacionado a temas como educação, cidades sustentáveis, jogos eletrônicos, energia, biotecnologia, química, tecnologias submarinas para petróleo e manufatura avançada.

Os interessados já podem se inscrever a partir de hoje, até 7 de agosto por meio do site www.finep.gov.br/finepstartup. Numa primeira rodada serão selecionadas 25 startups. O contrato será por opção de compra de ações e transforma a Finep em uma potencial acionista da empresa. A Finep poderá optar se tornar ou não sócia num prazo total de até três anos, podendo ser prorrogado por mais dois anos.

Segundo a Agência Brasil, para que elas não fiquem dependentes de recursos públicos, o projeto priorizará empresas aportadas por investidores-anjo, os quais receberão parte do retorno em excesso da Finep, com objetivo de ampliar o engajamento do investidor privado.


Comentários

Diário Popular - Todos os direitos reservados