Decisão

Greve dos servidores dos Correios dura um dia

Mesmo com decisão do TST desfavorável, a categoria decidiu voltar a atividade

13 de Março de 2018 - 10h50 Corrigir A + A -

Por: Cíntia Piegas
cintiap@diariopopular.com.br 

As entregas continuam sendo em dias alternados. (Foto: Gabriel Huth - DP)

As entregas continuam sendo em dias alternados. (Foto: Gabriel Huth - DP)

A greve dos servidores dos Correios durou 24 horas. Mesmo com a decisão da Tribunal Superior do Trabalho (TST) desfavorável à categoria que terá de pagar pelo plano de saúde, mais as taxas pelos serviços utilizados, os representantes sindicais chegaram a conclusão que após o julgamento do Tribunal, que atendeu a demanda da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT), a alternativa é entrar com recurso junto ao Tribunal Federal de Justiça.

"O que agente esperava não aconteceu. O Tribunal ficou do lado da Empresa", desabafou um representante sindical que prefere não se identificar. Desapontados, a tendência é que muitos servidores desistam do plano de saúde. "Nossos salários são os menores entre os servidores federais. Fica inviável manter o plano", disse o secretário de Finanças do Sindicato dos Trabalhadores dos Correios no Rio Grande do Sul (SintcRS) e secretário Jurídico da Federação, Evandro Leonir da Silva. Ele lembra que por anos, durante os acordos coletivos, a categoria abriu mão de reajustes salariais para manter os benefícios na área da saúde.

"Essa é uma das questões. A principal luta é por concurso público já. Somos uma empresa que precisa de recursos humanos para funcionar." Pelas contas, em 2011, o país tinha 127 mil funcionários. A defasagem em sete anos são de 20 mil trabalhadores. "No Estado faltam entre 800 a 1,2 mil carteiros."

Nesta terça-feira, as atividades voltaram ao normal, mas dentro do padrão adotado pela empresa de dias alternados - que contraria a categoria.


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