Música

De volta ao reggae

Pela primeira vez no Theatro Guarany, Skank apresenta repertório dos três primeiros álbuns da carreira, cuja sonoridade é inspirada no dancehall jamaicano

10 de Agosto de 2018 - 14h15 Corrigir A + A -

Foto banda 2018(Banda mineira canta sucessos clássicos e atuais (Foto: Weber Pádua - Especial -DP)

Da canção Easy skanking, de Bob Marley, veio o nome e a sonoridade da banda. O Skank, formado em 1991 por Samuel Rosa, Henrique Portugal, Lelo Zaneti e Haroldo Ferretti, adotou o reggae e o ska em letras divertidas, críticas e debochadas. Essa linha criativa ditou os três primeiros álbuns, que obtiveram reconhecimento nacional e internacional. Sem querer ficar preso a um estilo, o quarteto mineiro avançou com seu trabalho através de flertes com outros gêneros, mantendo a marca de vários hits a cada novo projeto.

Passados 27 anos do início desta história, a banda decidiu olhar para o passado e resgatar a trinca noventista formada por Skank (1993), Calango (1994) e O samba poconé (1996). A proposta deu origem à turnê Os três primeiros, que chega neste domingo a Pelotas. Na segunda quinzena de setembro, esse show será lançado em DVD, com o registro da apresentação no Circo Voador (RJ).

A seguir, o tecladista Henrique Portugal comenta sobre o que se pode esperar da banda para este encontro no Theatro Guarany.

Diário Popular - Por que escolher Skank, Calango e O samba poconé para um resgate?
Henrique Portugal - Tudo começou quando lançamos uma edição especial do álbum O samba poconé comemorando seus 20 anos de lançamento. Depois de fazer alguns shows tocando somente músicas deste álbum, começamos a ver nas redes sociais os nossos fãs comentando que gostariam de escutar ao vivo as músicas dos “três primeiros” álbuns, e foi assim que surgiu a ideia do resgate.

DP - Apesar de muitas canções fazerem parte até hoje do repertório da banda, algumas das faixas ficaram restritas a esses primeiros álbuns. Como é remexer no passado? Desperta um sentimento nostálgico?
HP - Desperta, claro, mas o mais importante é saber que não ficamos presos apenas no início da nossa carreira, temos músicas conhecidas de diversos álbuns e isto nos dá muitas possibilidades.

DP - É possível perceber uma conexão entre esses discos iniciais do grupo, tanto em letra quanto em sonoridade. Concordas? O que, na tua opinião, une esses trabalhos?
HP - Com certeza. O país passava por outro momento e nós da banda também. Sempre levamos isso para as músicas, então acho que o tempo é o que une nossos trabalhos, transparecendo os acontecimentos da época.

DP - O repertório do show inclui as músicas de cada álbum na íntegra? Há algum destaque para as músicas que não foram singles destes discos? Dá para esperar canções de outros álbuns da banda?
HP - Tocamos os álbuns na sequência e os arranjos respeitam o formato original. Mas, no final, fazemos um resumo de canções (do restante da carreira) que não podem faltar, junto com alguns pedidos que a plateia acaba fazendo durante os shows.

DP - A banda, definitivamente, não é adepta à monotonia. Foram muitas mudanças ao longo das décadas, com fases que passaram pelo reggae, ska, rock e pop. Como é estar constantemente se reinventando?
HP - O que mais mudou durante todo esse tempo foi como a musica é escutada. O formato digital transformou a relação das pessoas com as canções, trouxe vantagens de aproximar os artistas de seus fãs. Gostamos de mudanças, a cada álbum utilizamos novas referências musicais e novas misturas. O legal do Skank é isso, é gostar de se reinventar, então não temos problema algum com isso.

DP - Existe a possibilidade de, posteriormente, resgatar outros trabalhos? Quem sabe o trio seguinte, Siderado, Cosmotron e Carrossel?
HP - Quem sabe no futuro montaremos uma turnê somente com as músicas de Maquinarama, Cosmotron e Carrossel, que são considerados os mais psicodélicos, mas no momento estamos focados em Os três primeiros.

Serviços:
O quê:
show Os três primeiros, do Skank

Quando: domingo, às 20h

Onde: Theatro Guarany

Ingressos: a partir de R$ 100,00 à venda na Imperatriz Doces Finos, Lé Picnic e Café.Com. Também on-line pelo www.blueticket.com.br. Desconto para assinantes do Diário Popular.

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