Fiscalização

Menores internos do Case utilizam redes sociais dentro da Unidade

Além das postagens, os infratores ainda divulgam fotos de dentro dos dormitórios fazendo uso de drogas

09 de Agosto de 2018 - 18h11 Corrigir A + A -

Por: Giulliane Viêgas
giulliane.viegas@diariopopular.com.br

O Diário Popular localizou, pelo menos, oito menores infratores usando eletrônicos no interior do Case. Fora das redes sociais, agentes socioeducadores são ameaçados de morte pelos adolescentes. (Foto: Reprodução/Facebook)

O Diário Popular localizou, pelo menos, oito menores infratores usando eletrônicos no interior do Case. Fora das redes sociais, agentes socioeducadores são ameaçados de morte pelos adolescentes. (Foto: Reprodução/Facebook)

Menores internos do Centro de Atendimento Socioeducativo (Case) Pelotas utilizam telefones celulares e redes sociais para relatar a rotina na Unidade, ameaçar rivais, falar da saudade da família e expressar o desejo de liberdade. (Foto: Reprodução/Facebook)

Menores internos do Centro de Atendimento Socioeducativo (Case) Pelotas utilizam telefones celulares e redes sociais para relatar a rotina na Unidade, ameaçar rivais, falar da saudade da família e expressar o desejo de liberdade. (Foto: Reprodução/Facebook)

No dia 27 de julho, agentes socioeducadores realizaram revista da Unidade e empreenderam diversos estoques - facas artesanais - celulares, luvas, lâminas, pregos, quatro celulares e diversos carregadores.  (Foto: Divulgação)

No dia 27 de julho, agentes socioeducadores realizaram revista da Unidade e empreenderam diversos estoques - facas artesanais - celulares, luvas, lâminas, pregos, quatro celulares e diversos carregadores. (Foto: Divulgação)

Menores internos do Centro de Atendimento Socioeducativo (Case) Pelotas utilizam telefones celulares e redes sociais para relatar a rotina na Unidade, ameaçar rivais, falar da saudade da família e expressar o desejo de liberdade. Os adolescentes ainda divulgam fotos de dentro dos dormitórios, fazendo uso de drogas. O Diário Popular localizou, pelo menos, oito menores infratores usando eletrônicos no interior do Case. Fora das redes sociais, agentes socioeducadores são ameaçados de morte pelos adolescentes.

Em uma das postagens, no último dia 4, um adolescente de 15 anos faz referência à uma organização criminosa da capital ligada à grupos da Região Sul. Um outro jovem diz estar "cheio de ódio" e recebe ameaças de integrante de um bando rival como resposta da publicação. Em uma outra postagem, feita no final de julho, o interno diz: "não existe nada que traz a liberdade, só alimenta o ódio que 'nóis' tem atrás das grades".

No dia 27 de julho, agentes socioeducadores realizaram revista na Unidade e apreenderam diversos estoques - facas artesanais - celulares, luvas, lâminas, pregos, quatro celulares e diversos carregadores. Na última semana, foi realizada uma revista geral no local por conta deste fato.

Em nota, a Fundação de Atendimento Socioeducativo (Fase) informou que já tinha conhecimento sobre postagens que estavam sendo feitas em redes sociais por internos do Case Pelotas. A Fase afirmou que o material não ingressa para dentro da instituição através dos visitantes, tendo em vista a colocação, em 2017, de portais de detecção de metais que impedem a entrada de qualquer dispositivo eletrônico.

A unidade, no entanto, reconheceu que, mesmo com o investimento feito na construção do muro de quatro metros de altura no entorno do Case para evitar arremessos de ilícitos aos internos, investiga através da análise das câmeras do sistema de videomonitoramento a possibilidade de que tal prática possa ainda estar sendo utilizada para infiltrar telefones na unidade. A construção do muro, segundo a administração, reduziu significativamente os arremessos e a entrada de objetos estranhos ao local.

A direção da instituição garantiu que está tomando todas as medidas cabíveis no sentido de coibir a continuidade de qualquer prática nesse sentido.

Fora do mundo virtual
No último final de semana, um socioeducador foi ameaçado por um interno após levar o rapaz ao Pronto-Socorro de Pelotas (PSP) por suspeita de tuberculose. O adolescente reagiu aos cuidados, disse que sabia onde o mesmo morava e que mandaria o pai matá-lo.

O caso foi registrado na Delegacia de Polícia de Pronto Atendimento (DPPA).


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