Mapa

Um milhão de gaúchos precisam ser qualificados até 2020

O estudo foi realizado pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial

09 de Agosto de 2018 - 09h27 Corrigir A + A -
Uso de tecnologias é praticamente regra em todas as áreas.  (Foto: Jô Folha - DP)

Uso de tecnologias é praticamente regra em todas as áreas. (Foto: Jô Folha - DP)

Será necessário formar para a indústria gaúcha um exército de quase um milhão de trabalhadores em nível técnico e superior até 2020. É o que aponta um estudo realizado pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) chamado de Mapa do Trabalho Industrial. Pelos dados, 13 milhões de brasileiros deverão ser qualificados para empregos industriais nos próximos anos para atender às necessidades do setor produtivo.

O estudo apresenta a região Sudeste como principal destino, alcançando 55,3%, seguida pelas regiões Sul, com 16,5%, e Nordeste, com 13,6% da demanda nacional. A maior demanda será por trabalhadores com qualificação técnica. A chegada e a inserção de componentes tecnológicos no setor industrial são vistas como fatores elementares na hora de buscar perfis adequados às necessidades de cada setor.

"A gente chama de indústria 4.0. Acreditamos que em qualquer área, invariavelmente, as pessoas deverão trabalhar com computadores, aplicativos, tecnologias robóticas e precisarão estar adaptadas e ter conhecimento sobre isso", prevê o coordenador de educação do Senai em Pelotas, Danilo Leite. Em Pelotas, cita o coordenador, a maioria das indústrias já inseriu alguma espécie de robótica no processo de produção.

Hoje, menos de 17% dos jovens brasileiros acessa o Ensino Superior, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Na educação profissional, o número é ainda menor. Apenas 11% dos estudantes têm acesso a um curso profissionalizante. Na Áustria e na Finlândia, por exemplo, média é próxima a 70%.

Tecnologia presente
"Todos os cursos hoje devem ter a previsão de trazer novas tecnologias aliadas ao dia a dia de cada um", avalia o gerente de operações do Senai, Dionísio Schutz. Ele cita o exemplo de um mecânico, que hoje precisa entender de programação e mexer em computadores para resolver problemas em automóveis modernos, ou de soldadores, que hoje são operadores de robôs.

No começo da semana, em uma sala de aula do Senai, jovens entre 16 e 23 anos mexiam num software chamado SolidWorks. Planejavam uma peça, que o próprio programa já realiza cálculos e desenhos antes feitos à mão. O grupo está na metade de um curso técnico em mecânica. Quando os alunos foram perguntados sobre as áreas pretendidas após se formarem, a maioria respondeu ter o desejo de permanecer se qualificando em nível superior.

"Hoje o estudante não precisa mais saber calcular tudo no papel. Ele precisa saber pra que serve e como utilizar a tecnologia a seu favor. Não tem necessidade dele entregar um cálculo no papel se um aplicativo já é capaz de auxiliar nesta execução", pontua Danilo.

Demanda por formação
Ensino Superior - 4,8%
Técnico - 14,1%
Qualificação + 200 horas - 25,7%
Qualificação - 200 horas - 55,3%

Áreas com previsão de maior demanda no RS
- Construção - 228.827
- Meio ambiente e produção - 164.933
- Metalmecânica - 144.558
- Vestuário e calçados - 114.072
- Alimentos 105.821
- Energia 38.926
- Tecnologias da informação e comunicação - 34.054
- Veículos - 30.430
- Petroquímica e química 26.592
- Madeira e móveis 26.110
- Papel e gráfica - 12.643
- Pesquisa, desenvolvimento e design - 8.095
- Mineração - 5.792

 


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