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Novas embalagens tornam o Café 35 mais competitivo

Foram investidos R$ 1 milhão para oferecer um produto de maior qualidade

04 de Agosto de 2018 - 20h09 Corrigir A + A -

Por: Maria da Graça Marques
graca@diariopopular.com.br 

Eduardo Schneider mostra as novas embalagens  (Foto: Gabriel Huth - DP)

Eduardo Schneider mostra as novas embalagens (Foto: Gabriel Huth - DP)

Para atender os clientes, o próximo lançamento será o descafeinado (Foto: Gabriel Huth - DP)

Para atender os clientes, o próximo lançamento será o descafeinado (Foto: Gabriel Huth - DP)

O Café 35 lança no mercado suas novas embalagens pouch - um stand pack com injeção de gás nitrogênio, que preserva por mais tempo as características do café, além de ser mais segura, prática e econômica. Para esta nova fase, foram investidos R$ 1 milhão, diz o CEO Eduardo Schneider. “A gente se preocupou em oferecer um produto de qualidade, mas com preços mais competitivos”, explica.

O projeto começou a ser desenvolvido no ano passado, com objetivo de usar uma nova embalagem, com menor custo e maior conservação do café. São os cafés especiais que o 35 levava às prateleiras pelo preço do tradicional que o consumidor encontra nas prateleiras dos estabelecimentos varejistas, como resultado de uma torrefação em escala, conta Schneider.

A distribuição começará nesta semana, com preços entre R$ 22,00 e R$ 23,00 o quilo. “Hoje, apostamos muito na presença local. Mas temos um potencial muito grande em Pelotas e na região. É o nosso foco”, contextualiza o industrial. Hoje, a produção inicial de cinco mil quilos/mês pulou para 75 mil quilos/mês.
Sobre a aceitação da nova embalagem, Schneider adianta que é o mercado que determinará a substituição completa da tradicional. Em três dias na loja, o resultado já foi positivo, relata Schneider, que tem Joaquim Sertório Neto como sócio-diretor, responsável pelo desenvolvimento de produtos.

Marca tradicional em Pelotas, adquirida por José Clóvis Schneider e Eduardo, seu filho, em 2010, passou por dois anos de pesquisas até entrar definitivamente no mercado em 2013. “A marca é uma referência”, lembra Schneider, que desempenha como CEO a presidência da empresa, que tem plantas industriais em Pelotas, onde também funciona a loja, e em Turuçu.

O Café 35 surgiu em 20 de setembro de 1914, ocupando por muitos anos o ponto tradicional da esquina das ruas General Osório e Tiradentes. Hoje, está atento aos novos mercados, que devem crescer 19% em 2018, segundo a Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA), impulsionados por consumidores amantes de cafés de maior qualidade.

Relançamento do Café Índio
“Estamos relançando outra famosa marca pelotense. Reformulado, o Café Índio é um café tradicional, com a curva de torra um pouco mais acentuada, para dar maior rendimento”, diz o industrial. Com o selo de qualidade do Café 35, é um café para o dia a dia, apresentado inicialmente em embalagens de 500 gramas. 

Na embalagem, houve a preocupação em ligar a marca Índio à Revolução Farroupilha, como ocorreu com o Café 35, em sua criação. O Café Índio é identificado como marca local, presente em Pelotas antes da emancipação do Capão do Leão e de Morro Redondo. 

“É uma marca renovada, que estava disponível no INPI”, explica Schneider, referindo-se ao registro no Instituto Nacional de Propriedade Industrial. Ao preço de R$ 9,90 em embalagem de 500 gramas está disponível na loja e deve chegar nos próximos dias aos pontos de vendas.


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