Menos

Consulta Popular tem menos dinheiro para ser investido no ano que vem

De acordo com o Corede-Sul, divisão mais igualitária entre os conselhos regionais explica redução da verba

19 de Junho de 2017 - 17h41 Corrigir A + A -

Por: Vinicius Peraça
vinicius.peraca@diariopopular.com.br 

Reunião nesta segunda-feira na Associação Comercial de Pelotas dá início ao processo de escolha de prioridades da Consulta Popular; votação está marcada para 1º a 3 de agosto (Foto: Carlos Queiroz - DP)

Reunião nesta segunda-feira na Associação Comercial de Pelotas dá início ao processo de escolha de prioridades da Consulta Popular; votação está marcada para 1º a 3 de agosto (Foto: Carlos Queiroz - DP)

Pelotas e os outros 21 municípios da Zona Sul do Estado terão direito a uma fatia menor do bolo de recursos destinados à Consulta Popular. Mudança nos critérios de divisão do montante fará com que o Conselho Regional de Desenvolvimento da Região Sul (Corede-Sul) distribua no ano que vem R$ 2,5 milhões, R$ 1 milhão a menos em relação ao valor disponível no ano passado para ser investido neste ano. 

Nesta segunda-feira (19), o Corede-Sul iniciou o processo de escolha dos projetos da região que irão a votação popular de 1º a 3 de agosto.

Ao orçamento menor o Corede-Sul contrapõe que a verba destinada para as áreas consideradas prioritárias pela população neste ano é maior: R$ 60 milhões (R$ 10 milhões a mais que no ano passado). Porém, Pelotas e Zona Sul terão direito a apenas 4,22% desse total.

Para o vice-presidente do Corede-Sul, Henrique Feijó, embora a alteração se traduza em uma divisão mais igualitária entre os diversos Coredes, provoca uma necessidade ainda maior de votar em propostas que contemplem o desenvolvimento regional em detrimento de apenas algumas cidades. "Houve uma pressão muito forte de regiões que recebiam menos, provocando essa alteração. Por isso traçamos um plano estratégico voltado ao desenvolvimento de toda a Zona Sul", explica.

Outra alteração este ano diz respeito às áreas em que os projetos foram divididos. Enquanto no ano passado os 20 mil eleitores da região que participaram da consulta escolheram entre Saúde, Desenvolvimento Rural, Agricultura e Cultura, este ano serão cinco divisões: Educação, Turismo, Saúde, Segurança e Agricultura. As propostas escolhidas farão parte da Lei Orçamentária Anual (LOA) que será encaminhada à Assembleia Legislativa pelo governo do Estado.

Conforme Feijó, todos os valores referentes à Consulta Popular de 2016 já foram pagos este ano. Em Pelotas, a área mais beneficiada foi a Saúde, com R$ 870 mil divididos entre a Santa Casa de Misericórdia, o Hospital Universitário São Francisco de Paula (HUSFP) e o Hospital Espírita. Por outro lado, oito cidades não receberam recursos devido à baixa participação de eleitores: Canguçu, Capão do Leão, Jaguarão, Pedras Altas, Pedro Osório, Pinheiro Machado, Piratini, Rio Grande e São José do Norte.

Com o município contemplado em R$ 112,6 mil usados para aquisição de insumos voltados à agricultura familiar, a prefeita de Turuçu ressalta a necessidade de participação das comunidades. "É sempre difícil pedir votos, mobilizar as pessoas. Mas tenho certeza de que teremos uma grande participação este ano. Nossos objetivos são regionais, o que é muito melhor para todas as cidades", afirma Selmira Fehrenbach (PMDB).

Assembleias microrregionais
Na tarde desta segunda-feira a direção do Corede-Sul apresentou a representantes dos 22 municípios seu planejamento estratégico até 2030 e deu início à escolha de 23 prioridades. Dentre as 70 ideias presentes no plano, constam temas como a instalação de uma Central de Abastecimento de Alimentos (Ceasa) regional, melhorias em laboratórios de informática nas escolas, criação de um Centro Regional de Atenção a Portadores de Doenças Crônicas, aquisição de novas viaturas policiais e divulgação turística da Zona Sul.

O próximo passo será a realização de cinco assembleias microrregionais nos dias 4, 5 e 6 de julho em Rio Grande, Arroio Grande, Pinheiro Machado, Pelotas e São Lourenço do Sul. Após estes debates, uma assembleia ampliada no dia 17 de julho irá definir os sete projetos que estarão na cédula da Consulta Popular.


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