Violência

Manifestantes exigem liberação de corpos de casal assassinado no interior do Morro Redondo

Entrega só será feita após resultado de exames periciais solicitados para comprovar identidade de Gabrielle Tavares e Guilherme Garcia for conhecido; eles foram mortos a tiros e depois carbonizados no fim de maio

16 de Junho de 2017 - 16h42 Corrigir A + A -

Por: Giulliane Viêgas
giulliane.viegas@diariopopular.com.br

Familiares e amigos de Gabrielle Tavares, 17, e Guilherme Garcia, 19, protestam pela liberação dos corpos na tarde desta sexta-feira em frente ao IML em Pelotas; direção do Instituto Geral de Perícias no município diz que só poderá fazer a entrega  após laudos que comprovam a identidade das vítimas chegar de Porto Alegre (Foto: Jô Folha - DP)

Familiares e amigos de Gabrielle Tavares, 17, e Guilherme Garcia, 19, protestam pela liberação dos corpos na tarde desta sexta-feira em frente ao IML em Pelotas; direção do Instituto Geral de Perícias no município diz que só poderá fazer a entrega após laudos que comprovam a identidade das vítimas chegar de Porto Alegre (Foto: Jô Folha - DP)

Bastante emocionada, mãe de Guilherme Garcia chora durante protesto realizado na tarde desta sexta-feira em frente ao IML, na rua General Neto, centro de Pelotas; familiares e amigos reivindicam a liberação do corpo de Guilherme e de Gabrielle Tavares - que tiveram os corpos carbonizados após serem mortos a tiros no fim de maio em uma estrada no interior do Morro Redondo (Foto: Jô Folha - DP)

Bastante emocionada, mãe de Guilherme Garcia chora durante protesto realizado na tarde desta sexta-feira em frente ao IML, na rua General Neto, centro de Pelotas; familiares e amigos reivindicam a liberação do corpo de Guilherme e de Gabrielle Tavares - que tiveram os corpos carbonizados após serem mortos a tiros no fim de maio em uma estrada no interior do Morro Redondo (Foto: Jô Folha - DP)

Vela acesa com imagem ao fundo, desfocada, de Guilherme Garcia, durante protesto de familiares e amigos pela liberação dos corpos dele e de Gabrielle Tavares - há mais de 20 dias no IML de Pelotas; órgão só poderá entregar os cadáveres para sepultamento depois do resultado pericial solicitado para comprovar a identidade das vítimas - mortas a tiros no fim de maio no interior do Morro Redondo e posteriormente carbonizados (Foto: Jô Folha - DP)

Vela acesa com imagem ao fundo, desfocada, de Guilherme Garcia, durante protesto de familiares e amigos pela liberação dos corpos dele e de Gabrielle Tavares - há mais de 20 dias no IML de Pelotas; órgão só poderá entregar os cadáveres para sepultamento depois do resultado pericial solicitado para comprovar a identidade das vítimas - mortas a tiros no fim de maio no interior do Morro Redondo e posteriormente carbonizados (Foto: Jô Folha - DP)

Familiares e amigos dos jovens que tiveram os corpos carbonizados após serem executados a tiros, realizaram manifestação em frente ao Instituto Médico Legal (IML) para liberação das vítimas nesta sexta-feira (16) em Pelotas

Os cadáveres de Gabrielle Tavares,17 e Guilherme Garcia,19, estão no local há 20 dias, desde quando foram encontrados em uma estrada na localidade conhecida como Açoita Cavalo, no interior do Morro Redondo. Os corpos do casal estavam no porta-malas de um Chevrolet Corsa vermelho que seria de Guilherme. 

Com faixas e cartazes em mãos, os manifestantes exigiam a liberação dos corpos. A rua Sete de Setembro entre Professor Araújo e Marcílio Dias, que dá acesso ao IML, chegou a ser trancada pelos participantes do movimento. "Quero poder enterrar minha irmã, não aguentamos mais esse sofrimento e essa demora. É muito doloroso para nós", lamentou Jéssica da Rosa, 25.

De acordo com o diretor da 3ª Coordenadoria do Instituto Geral de Perícias (IGP), Wladimir Duarte, não há prazo para atender a reivindicação. Conforme ele, a chegada dos laudos do Instituto Geral de Perícias em Porto Alegre tem levado em média 30 dias. Sem o documento pericial ou o reconhecimento dos familiares que comprova a identidade das vítimas não há como liberar os corpos. Segundo Duarte, no mesmo dia em que os foram encaminhados ao IML todos os exames de competência local foram feitos. "O exame de DNA é demorado e depende da demanda do Estado já que existe apenas um laboratório do IGP em todo Rio Grande do Sul que faça esse tipo de serviço", explicou.

Muito abalado, o pai de Guilherme, José Dagoberto, 53, disse que não teve condições de reconhecer o filho. "Não tem o que fazer. Temos que esperar os resultados chegarem. É impossível reconhecer os corpos..meu filho até que dá para identificar alguma coisa mas o corpo da menina está muito queimado", desabafou.

O responsável pela investigação e titular da 18ª Delegacia de Polícia Regional (DPR), Márcio Steffens, preferiu não dar detalhes sobre a investigação mas garantiu que o caso está bem avançado. 
Conforme familiares, antes de ser executado, na noite do dia 28 de maio, o casal teria saído para fazer um lanche na avenida Duque de Caxias, no Fragata. Na manhã do dia seguinte, 29, os corpos de Gabrielle e Guilherme foram encontrados carbonizados dentro do porta-malas do veículo com as mãos amarradas. 

 

 


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