Educação

Mais 50 professores para a educação infantil

Ingresso de novos profissionais foi aprovado na manhã desta quarta-feira no Legislativo

14 de Junho de 2017 - 13h19 Corrigir A + A -

Atualizada às 18h47

Câmara autoriza a contratação de até 50 professores para a educação infantil


Serão contratados, de imediato, 30 profissionais; pelo menos quatro escolas têm falta de profissionais

 

A Câmara de Vereadores aprovou, na manhã desta quarta-feira, a autorização para a prefeitura contratar até 50 professores à Educação Infantil. Os salários são de R$ 2.298,80, somado ao vale-alimentação de R$ 200,00 mensais. As contratações serão a partir de processo seletivo simplificado com os prazos divulgados na imprensa local. Até a metade de maio, crianças de até cinco anos de idade estavam sem professores e permaneciam em casa. Neste primeiro momento, serão chamados 30 educadores. O município hoje conta com 28 escolas de Educação Infantil e 6,5 mil crianças matriculadas. Para os cargos, é exigida a formação em pedagogia.

A contratação é explicada pelo baixo número de aprovados no último concurso público - foram apenas seis aceitos. Os contratos terão duração de 12 meses, prorrogáveis pelo mesmo período. "Eu vou só utilizar 30, os outros 20 vai ser no decorrer do tempo nas escolas que estão em reformas e serão ampliadas e as novas", indica em números o secretário Artur Corrêa (PTB). Os professores devem entrar nas salas de aula somente no segundo semestre. Como a lei ainda precisa ser publicada, assim como o anúncio da seleção, o primeiro semestre do ano letivo já estará acabado ao final deste processo.

Seleção diferente
Pela lei, a contratação será feita mediante processo seletivo simplificado, com análise de currículos, "realizado por comissão nomeada pelo Secretário da Smed". Corrêa nega que será feito desta forma. "Vai ser como funciona sempre, do mesmo jeito que são selecionados todos contratos administrativos. Vai abrir um prazo pra pessoa se inscrever, ela apresentam currículo e a prefeitura tem uma comissão composta por 4 ou 5 pessoas, que funciona lá na secretaria de governo e que faz a seleção das pessoas pelo currículo", diz o secretário.

Escolas ainda sem professores
De acordo com a supervisora da educação infantil da Smed, Daiana de Souza Correia, quatro escolas ainda estão sem professores e com o quadro incompleto. Sem os profissionais, ou os alunos não têm aula em um turno ou permanecem em casa. Duas turmas do berçário das escolas Dyrio Gorgot, no Fátima, e João Guimarães Rosa, no Fragata, estão sem professores e os alunos ficam em casa. Daiana lembra que, nestes dois casos, ainda não há obrigação do município para esta idade. Já nas escolas Érico Veríssimo e Darci Ribeiro algumas turmas estão com turno parcial, quando deveria ser integral, também pela falta de profissionais.

Remanejo
Em maio, Secretaria de Educação e Desporto (Smed) informou que havia cerca de 30 crianças em casa devido à falta de profissionais. Na tarde desta quarta-feira a secretaria informou que a situação foi restabelecida com o remanejo de outros profissionais. "Já chegaram (os concursados) e nós botamos alguns P1 temporariamente", esclarece Corrêa. A Smed ainda garantiu que cumprirá os 200 dias letivos - como é previsto em lei. As aulas, nestes casos, devem avançar para o ano de 2018.

 


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